A morte por uma fotografia

Kamran Najm Ibrahim morreu durante confrontos no Iraque

Kamran Najm Ibrahim, fotojornalista independente, foi morto, no dia 12 de Junho, quando fazia a cobertura dos confrontos a oeste da disputada cidade petrolífera de Kirkuk, nos quais 14 combatentes curdos ficaram igualmente feridos, de acordo com as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias francesa AFP.

A notícia foi divulgada por vários órgãos de comunicação social internacionais.

Além das notícias muitas foram as mensagens deixadas no Twitter, com a "triste notícia da morte de Kamran Najm Ibrahim".

Na província de Kirkuk, os combatentes islâmicos radicais têm-se apoderado de uma série de cidades maioritariamente sunitas, mas no dia 12 de Junho as forças curdas tomaram o controlo da cidade de Kirkuk, enquanto os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e no Levante levam a cabo uma ofensiva de larga escala que já lhes valeu o controlo de uma boa parte do norte e centro-norte do Iraque, incluindo a segunda mais importante cidade do país, Mossul.

Os avanços

O New York Times tem feito, ao longo deste conflito, vários artigos a explicar e a relatar o que se tem passado no Iraque.

Dados do Comité para a Protecção dos Jornalistas ( http://www.cpj.org/killed/) relatam que desde 1992 já morreram 167 jornalistas apenas no Iraque, no total 1059.

Jornalistas mortos no Iraque

"O número de profissionais dos média mortos no Iraque é uma fonte de grande preocupação"

Irina Bokova

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, reiterou em Março que deveriam ser tomadas medidas decisivas para garantir a segurança dos jornalistas no país.

"O número de profissionais dos média mortos no Iraque é uma fonte de grande preocupação", afirmou Irina Bokova.

"É necessária uma acção decisiva para garantir que os jornalistas possam realizar o seu trabalho e o público possa ser informado", acrescentou.

Por: Marina Tovar Rei

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