A Batalha de La Lys

A batalha de La Lys também conhecida como a Quarta Batalha de Ypres ou a Batalha de Estaires, faz parte das ofensivas Alemãs na Flandres. Sendo esta chamada de operação “Georgette” projectada pelo general Ludendorff para retomar Ypres, durante a 1ª Guerra Mundial.
 Esta batalha durou do dia 9 de abril de 1918 a 29 de abril de 1918. O ataque alemão foi levado a cabo por oito divisões com cerca de cem mil homens e mais mil peças de artilharia e, apesar da 1ª divisão do CEP. se juntar ao combate, as forças portuguesas tinham apenas cerca de vinte mil homens, pelo que fora uma derrota anunciada.
Apesar do trágico final registaram-se inúmeros atos de heroísmo e coragem de alguns nacionais para reter o avanço alemão.

Perdas e consequências da batalha

As tropas alemãs pretendiam romper através da posição portuguesa e atravessar os rios Lys e Lawe, mas não conseguiram graças à defesa portuguesa. No dia 10 de abril, os alemães obrigaram os britânicos a evacuar Armentières. No dia 11, as reservas francesas deteram a progressão alemã. Quatro dias mais tarde, os alemães dominaram mais posições mas já não avançaram mais. No dia 17, na Flandres, é criada a linha de defesa de Fauquembergues.

Na batalha de La Lys, os portugueses perderam 229 oficiais e 6684 sargentos e praças (alguns deles feridos ou feitos prisioneiros). Muitos feridos ficaram no terreno ocupado, mas acredita-se que o número de feridos terá sido superior a 1500 homens. O número de prisioneiros de guerra portugueses aumentou consideravelmente na batalha de La Lys.

Os soldados alemães reconheceram o valor dos portugueses e os mortos foram enterrados em cemitérios.

As memórias da batalha

Cultos e Monumentos

Da Grande Guerra restam algumas memórias. Não se apagou a memória dos combatentes que lutaram com valentia. Com o apoio dos governos republicanos, foi construído o culto das forças anímicas, sendo criada em 1919 a importante Liga dos Combatentes.
Na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha, sob o lapidário monumental evocativo da perenidade da Pátria, que mestre Lourenço cinzelou em ferro, encontram-se dois soldados desconhecidos, um vindo de França e outro de África. Representantes de todos os combatentes portugueses que deram a vida por Portugal.
Em inúmeras cidades e vilas de Portugal existem monumentos alusivos à dedicação e ao sacrifício dos soldados portugueses que participaram na Grande Guerra. Os nomes de heróis e combatentes encontram-se em praças, avenidas, ruas e edifícios por todo o país.

Documentação Fotográfica e artística

O Fotógrafo do CEP, Arnaldo Gerez Rodrigues, realizou um conjunto de trabalhos que documentam a vida nas trincheiras. Trabalho este difícil de realizar devido à censura militar e a outras dificuldades da época.
  A artista Adriana de Sousa Lopes ficou encarregue de realizar a documentação artística do esforço português na Grande Guerra. Instalando o seu estúdio em St. Floris, visitava frequentemente as trincheiras portuguesas, a fim de recolher impressões.
  O esforço português na Grande Guerra foi assim ilustrado, o valor artístico das obras ajudou à criação de uma opinião de elogios a respeito dos portugueses. Encontram-se muitas das obras de Sousa Lopes no Panthéon da Guerra, em Paris, «imortalizando a contribuição da Pátria portuguesa na  de todos os tempos» no dizer do chefe da Repartição de Informações do CEP, em Agosto de 1918.

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