O Dia D(erradeiro) para a Europa

160 mil soldados, um desembarque, a mudança de rumo da História Mundial. Há 70 anos, milhares de soldados desembarcaram em Normandia. Foi a maior operação anfíbia da História. Uma Europa que também se vê hoje de que é feita, na presença dos grandes líderes do mundo, lado a lado com os heróis de medalhas ao peito na homenagem ao sacrifício de milhares por uma liberdade.

Conseil Régional de Basse-Normandie _National Archives USA
Conseil Régional de Basse-Normandie _National Archives USA

O desfecho da II Guerra Mundial poderia não ter sido o que conhecemos. Se a operação mais arriscada de que há memória tivesse falhado, poderíamos não estar nesta Europa para contar a história.

O conhecido Dia D foi há precisamente 70 anos. As praias da Normandia, na costa francesa, receberam o desembarque das tropas aliadas no dia 6 de junho de 1944. 4266 barcos de transporte, 722 navios de guerra e 10 mil aviões protegeram os 150 mil soldados que arriscaram pousar os pés na areia.

Herman Wall-U.S. National Archives, via Reuters
US National Arqhives
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Conseil Régional de Basse-Normandie-National Archives USA
Conseil Régional de Basse-Normandie-National Archives USA

Areia de cinco praias: Omaha e Utah (americanos), Gold e Sword (britânicos) e Juno (canadianos), território francês ocupado pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Os tanques anfíbios tentavam cobrir os soldados. A aviação e navios bombardeavam os bunkers e falésias. Iniciava-se assim o processo de libertação da Europa do domínio nazi.

Cometeram-se erros. Recorreu-se ao improviso. A vitória dos Aliados não foi facilitada. Só em Omaha morreram 2200 americanos, ficando conhecida como Bloody Omaha (Omaha Sangrenta). No final, a Overlord (nome de código da Batalha de Normandia) foi arrojada o suficiente para permitir acabar com o III Reich. Sem a potência americana e sem o sacrifício de milhares de soldados e civis, a Europa não teria tido um "final feliz".

A 6 de junho de 2014, na Normandia, 1800 veteranos fardados a rigor receberam os líderes das maiores nações. Juntos, prestaram homenagem aos 3800 soldados que não sobreviveram e a todos os civis que não resistiram à operação. Barack Obama, Vladimir Putin, Rainha Isabel II e Chanceler Merkel foram só alguns dos líderes recebidos por François Hollande, anfitrião das comemorações.

No Twitter de Barack Obama, ficou a lembrança do sacrifício da América e aliados em prol da sobrevivência da liberdade.

Também François Hollande não deixou passar em branco o Dia D nas redes sociais. Aos veteranos: "Nunca iremos esquecer o que fizeram pela nossa liberdade".

No Twitter misturam-se as fotografias do antes e depois da Normandia.

As redes sociais prestam hoje a homenagem que há 70 anos dependia dos meios de comunicação mais tradicionais. Como é que os jornais noticiaram uma operação desta dimensão?

Os números não chegam para contar a história, mas ajudam a ter noção da dimensão da Operação Overlord.

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