Anne Frank

Anne Frank foi uma rapariga de origem judaica que, para escapar aos Nazis, teve que se esconder durante a Segunda Guerra Mundial. Enquanto estava escondida, Anne relatou os seus medos, esperanças e experiências num diário, que mais tarde foi encontrado por Miep Gies e publicado. Com a publicação do diário, Anne Frank tornou-se famosa. Anne Frank é um símbolo da perda do potencial de todas as crianças que morreram no Holocausto.

A vida de Anne Frank

Após o seu casamento, Otto e Edith Frank decidem viver em Frankfurt, onde têm duas filhas: Margot e Anne. Annelies Maria Frank, ou apenas Anne Frank, nasceu no dia 12 de junho de 1929.

A crise económica dos anos 30 leva Hitler e o Nazismo a ganhar cada vez mais poder e apoiantes, o que resulta na vitória de Hitler nas eleições em 1933. Graças a isto, a família Frank é forçada a procurar uma maneira de escapar.

Os Frank emigram para a Holanda. As crianças começam a estudar, Otto Frank trabalha e Edith Frank cuida da casa e da família. Quando tudo parece estar a correr bem, a Segunda Guerra Mundial começa e a Alemanha invade a Holanda em 1940, fazendo com que os Frank se sintam em perigo novamente.

A invasão da Holanda complica a vida da família. Os Frank decidem esconder-se quando percebem a situação de perigo em que se encontram, que poderia pôr em risco a vida das suas filhas.

Quatro amigos e colegas de trabalho de Otto, Johannes Kleiman, Victor Kugler, Jan Gies e Miep Gies, ajudam a família a encontrar um esconderijo. Os Frank juntam-se num anexo secreto com outros quatro judeus: Hermann e Auguste van Pels e o seu filho, Peter, e Fritz Pfeffer.  

Durante o tempo que passa no esconderijo, Anne Frank escreve um diário. Ela deseja que o seu diário seja, um dia, publicado, e por esse motivo começa a reescrevê-lo, mas nunca tem a oportunidade de o terminar, pois no dia 4 de agosto de 1944, toda a gente no anexo secreto é descoberta e presa pela Gestapo (polícia secreta alemã).

As pessoas escondidas no anexo são traídas por alguém cuja identidade ainda é desconhecida. Eles são então levados para o campo de concentração de Westerbork e, mais tarde, para o campo de concentração de Auschwitz. Anne Frank é transferida, juntamente com a sua irmã, para Bergen-Belsen, devido à sua idade. Aí trabalharam como escravas. O único sobrevivente dos campos de concentração é Otto Frank. Todos os outros morrem. A causa da morte de Anne Frank foi o tifo epidémico e a rapariga morreu no dia 31 de março de 1945, em Bergen-Belsen, com apenas 15 anos.

A publicação do diário

Em 1945, Otto Frank, tendo sobrevivido, regressa a Amesterdão e toma conhecimento da morte da sua família. Miep Gies, uma das pessoas que ajudou a família Frank a esconder-se (levando-lhes comida, informações e outras coisas), deu a Otto o diário, que encontrou no anexo secreto. Mais tarde, o diário foi publicado, tal como Anne Frank queria. O diário foi traduzido para várias línguas e adaptado para filme e teatro.

Excertos d'O Diário de Anne Frank

"Os pais somente podem das bons conselhos e indicar bons caminhos, mas a formação final do carácter de uma pessoa está nas suas próprias mãos."

"Tenho vontade de escrever e necessidade ainda maior de desabafar tudo o que está preso no meu peito. O papel tem mais paciência do que as pessoas."

"Nunca mais recuarei perante a verdade; pois quanto mais tardamos a dizê-la, mais difícil para os outros se torna ouvi-la."

"Apesar de tudo, ainda acredito na bondade humana."

"Os mortos recebem mais flores do que os vivos, porque o remorso é mais forte do que a gratidão."

A Casa de Anne Frank, Amesterdão

A Casa de Anne Frank é um museu em Amesterdão fundado em 1960 em memória da jovem judia que morreu no Holocausto, na casa onde esta, a sua família e as outras quatro pessoas se esconderam.

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